A influência da música no paciente em tratamento oncológico

O paciente oncológico e sua
Musica preferida.

Autoria: Laís Vieira Lima- Enfermeira Oncológica

O paciente oncológico é um ser humano possuinte de um conjunto de fatores igual a todos os seres humanos, o que difere um paciente em tratamento oncológico para um ser de vida que não vivencia esse mesmo processo, é o diagnóstico que ele está guerreando contra.

Não somos imunes ao desenvolvimento do câncer, somos seres possuintes de células e fatores de risco externos que a qualquer momento pode ocasionar o desenvolvimento do mesmo.

E o que a musica pode interferir no tratamento do ser?

- A musica preferida, resulta em um astral contagiante, florescendo tanta vida, que olhamos para aquele ser de vida vivenciando uma rotina tão cheia, ao cantar sua musica predileta, o processo de algias não se isenta, mas é amenizado.

Tenho uma paciente do coração que faz tratamento contra câncer de mama, e por causa do uso constante de hormonoterapico causou desgaste ósseo e ela sente dores, mas vai colocar um Axé , ela dança, ela canta, ela se envolve naquela esfera de luz e sente as dores de forma diminuta.

A musica preferida do paciente oncológico faz toda a diferença em seu tratamento, seja um tom, um som, em pról do bem estar fisíco e mental desse ser que lida diariamente com este carnaval de sintomas.

A música tem o poder de provocar a concentração, o ritmo envolve o corpo, o tratamento oncológico é complexo, é doído, é cansativo, mas quando a humanização vem em forma das músicas prediletas, a dor não se esvai, mas é diminúida, acalmando a alma e estabilizando o corpo , retirando o excesso de tensão.

Seja qual for a música, sendo a preferida do paciente oncológico, pode ter a certeza que o processo do cuidar será de mais fácil acesso , o vínculo entre profissional e paciente aumentará.

Tenho uma outra paciente do coração que na fase da quimioterapia, ela se sentia muito mal, mas sempre ao conversar com ela no telefone, eu dizia uma palavra e ela lembrava das musicas de Amado Batista e cantava muito, ela se sentia bem e depois eu ouvia uns risos com gargalhadas, pois ela lembrava dos shows e da época que ela dançava ao som de Amado Batista,  aquele momento as reações da quimioterapia eram dimínuidas, ela se distraía, ela se sentia bem.

É encantador o poder e o encanto do ritmo e da ligação do ser humano com as ondas sonoras, o alívio de dor é proporcionado.

A qualidade de vida não é somente aplicar procedimentos específicos mas concomitantemente com terapias alternativas, pois precisa desse elo para alcançar essa diminuição de sintomas, mesmo que não alcancemos a cura, vamos alcançar a amenização da dor nesse trilhar , proporcionando aumento de qualidade de vida em seus dias.
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